Em pesquisas históricas é muito difícil identificar quando
surgiu o marketing. Existem muitos questionamentos a respeito da sua origem. O
que é possível afirmar é que a história do marketing está inevitavelmente
ligada à história do ser humano e a sua evolução. Segundo Kotler (2000), desde
as civilizações antigas já sinalizava ainda que intuitivamente, pessoas com
visão de marketing, Naquela época muitos artesões conheciam bem seus clientes,
suas características e necessidades, e a partir dessas informações era possível
saber como atender melhor os clientes e suas encomendas. Ainda que, a produção
era artesanal e por diversas vezes os artesões não conseguiam atender a toda
demanda de pedidos da aristocracia.
“Devido
a este fato, ocorre o rompimento da subordinação do homem a natureza, causando
uma grande alteração social como a invenção de máquinas e surgimento de novas
empresas. O desenvolvimento industrial foi mais que um salto produtivo, pois
proporcionou a ampliação dos mercados e do capitalismo industrial, este foi
cedendo espaço ao capitalismo financeiro, surgindo assim, as instituições
financeiras bem como os bancos. A Revolução foi, portanto, um conjunto complexo
de alterações em todos os setores da vida humana, quer material, quer
espiritual.” (KOTLER,
1999)
A
partir de 1780, com a Revolução Industrial, a maior preocupação passou a ser a
produção em massa de produtos idênticos. A partir desse momento começaram a se
preocupar com a concorrência das empresas para ver quem oferecia estes produtos
pelo menor preço do mercado. Nesse cenário, segundo Guimarães e Brisola (2002),
a ênfase era dada aos processos de produção e redução de custos. Neste caso,
prevalecia o interesse das indústrias, uma vez que, o cliente não possuía
nenhum poder de negociação. Além disso, a produção era independente, sem levar
em conta a opinião ou sequer, a necessidade do consumidor.
“A
Revolução Industrial inaugurou uma nova fase a partir de 1860 onde, com a
descoberta de materiais como aço e combustíveis derivados de petróleo, aconteceram
muitas transformações no campo dos transportes e da comunicação.” (KOTLER,
1999).
Segundo
Barreto e Honorato (1999), a revolução industrial foi a construção de uma nova
lógica social, sendo que, para que uma simples máquina pudesse executar tarefas
que até então e produção, e como consequência foram alteradas, paralelamente,
as relações sociais.

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