Introdução
A gestão de
conhecimento é um campo em rápido desenvolvimento que nasce da colisão entre
diversos setores:
Componentes da Gestão do Conhecimento:
Recursos
humanos
Gestão
de mudanças
Mensuração
e avaliação
de
desempenho
Desenvolvimento
organizacional
Gestão
de marca e reputação
Tecnologia
da informação
Continuamente
são geradas novas compreensões, à medida que as organizações têm experiências,
aprendem, descartam, retêm e adaptam-se.
Gestão
do conhecimento é o processo pelo qual a organização gera
riqueza, a partir do seu conhecimento ou o capital intelectual.
Devemos
entender o termo “riqueza” como qualquer forma de benefício econômico, social,
político ou ambiental conferido a um grande número de pessoas. Frequentemente o
termo “valor” é usado com significado igual.
A
riqueza acontece quando uma organização utiliza o conhecimento para criar
processos mais eficientes ou efetivos.
Como
a reengenharia tradicional, isso tem um impacto nos resultados financeiros
porque diminui o custo ou reduz o tempo de ciclo (você obtém mais rápido o que
necessita, entrega mais rápido para o cliente e o cliente lhe paga mais
rápido), o que melhora o fluxo de caixa
(reduz o ciclo operacional). A riqueza também acontece quando uma organização
utiliza o conhecimento para criar valo para o cliente.
Outro
tipo de impacto acontece quando ativos intelectuais são utilizados para
incentivar a inovação e promover o desenvolvimento de ofertas de mercado
exclusivas que merecem um preço especial.
Capital
intelectual ou conhecimento: ´qualquer coisa valorizada pela
organização que esteja contida nas pessoas, ou seja, derivada de processos, de
sistemas e da cultura organizacional – conhecimentos e habilidades individuais,
normas e valores, bases de dados, metodologias, software, know how,licenças, marcas e
segredos comerciais, entre outros.
É
importante observar a diferença entre capital intelectual e o que tradicionalmente tem sido considerado
gerador de valor para as organizações – so ativos fixos “tangíveis” – é que ele
nem sempre é propriedade da or ganização.
Isso significa que estes benefícios do conhecimento ou do capital intelectual
não estão sob o controle direto da organização. Realmente, capital intelectual
pode ser considerado como aluguado,
arrendado ou emprestado. Gordon Borarowm Presidente e COO da American
Skandia, uma companhia de seguros radicada no Suécia, chega mesmo a sugerir
que grande parte do capital intelectual de uja organização é obtida
voluntariamente no dia-a-dia. O
valor gerado resulta de atos arbitrários por parte dos indivíduos; assim, o
processo de extrair esse valor deve ser gerado de forma muito diferente do
processo de ativos tangíveis.
Devemos
ter em mente que capital intelectual ou conhecimento, significa, normalmente
conhecimento organizacional. Por outro lado, o conhecimento individual deve ser
considerado como capital intelectual apenas parcialmente. O conhecimento que
cada indivíduo possui pode ou não ser de valor para a organização. Se não o é,
não demos considera-lo como foco de gestão ou conhecimento. É importante
observarmos os processos e as condições ambientais que a organização utiliza para
gerar riqueza a partir de seu capital intelectual.
Surgimento
da Gestão de Conhecimento como disciplina
As
tecnologias de informação e de comunicações são elementos de grande importância
no reconhecimento da gestão do conhecimento. Essas duas tecnologias possibilitaram
às pessoas compartilharem quantidade enormes de informações sem as restrições
dos limites geográficos e temporais. Ikejiro Nonaka e Hirataka Takenuchi
publicaram em 1995 o livro “The Knowledge
Creating Company” (Criação de Conhecimento na Empresa) onde apresentam o
conceito de conhecimento implícito e o conhecimento explícito.
O
conhecimento implícito é aquele que um indivíduo é incapaz de articular, e,
portanto, de converter em informação este conhecimento terá utilidade para o
sistema organizacional se puder ser transferido para outros de modo que eles o
utilizem.
A
transferência do conhecimento implícito implica na sua transformação e
explícito, para, em seguida, ser compartilhado.
O
conhecimento explícito é aquele que os indivíduos são capazes de expressar com
bastante facilidade utilizando a linguagem ou outras formas de comunicação:
visuais, sonoras ou corporais.
Há
muitos instrumentos e abordagens que as organizações podem utilizar – tanto
baseados em tecnologias como em pessoas – para facilitar o processo de
comunicar e compartilhar o conhecimento convertendo-o em informação.
- Know how
é um termo em inglês
que significa literalmente “saber fazer” (ao pé da letra “saber como”). É o
conjunto de conhecimentos práticos (fórmulas secretas, informações,
tecnologias, técnicas, procedimentos etc.) adquiridos por uma empresa ou um
profissional, que traz para si vantagens competitivas.
- Informação é o resultado do processamento,
manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação
(quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema que a recebe.
